Considerações para o uso deste modelo
Modelo de um compartimento:
- Corpo age como um compartimento único;
- Pode ser usado nas situações em que a droga no sangue se equilibra rapidamente com tecidos extravasculares;
Administração em bolus:
- Droga é administrada de uma vez no compartimento (injeção intravenosa rápida);
Processo de Eliminação:
- A eliminação da droga é um processo de primeira ordem
Equação Concentração x Tempo
O modelo compartimental para esta situação leva a seguinte equação diferencial de primeira ordem:
onde é a concentração plasmática do fármaco e k é a constante de eliminação.
A equação pode ser resolvida por integração direta, por ser uma equação diferencial separável:
Quando o tempo varia de 0 a t, varia de
a
, onde
é a concentração do fármaco no tempo t=0. Logo,
(1)
Determinação de parâmetros farmacocinéticos
1) A partir de dados de concentração plasmática
1.1) Determinação de k
A idéia é transformar a equação (1) em uma equação linear. Para isto, calculamos o logaritmo natural de ambos os lados da equação:
Vendo como a variável dependente e t como a variável independente, a equação acima é uma equação do tipo
, sendo
e
. A partir de dados experimentais, os valores
e
podem ser determinados com o ajuste dos dados ln(concentração)-tempo a uma reta pelo método dos mínimos quadrados. O valor de k segue imediatamente, pois
1.2) Determinação de
Primeiro, deve-se determinar a concentração da droga no instante t=0:
A concentração é a razão dose por volume de distribuição:
1.3) Determinação de Cl
1.4) Determinação de
Basta considerar dois intervalos de tempo distintos e
, sendo que:
,
onde é a concentração plasmática em
e
é a concentração plasmática em
.
Temos então que:
,
e, portanto,
Mas como
Referência: Leon Shargel, Susanna Wu-Pong, Andrew B.C. Yu. Applied Biopharmaceutics & Pharmacokinetics. 5th edition, 2005.

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